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Confira o resultado
| Questão | Correto | Respondido | Justificativa |
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O uso de drogas, devido ao seu alto grau de incidência e sua presença em todas as classes sociais, é um dos problemas de saúde pública mais relevantes e graves.1
É comum ocorrer o uso de substâncias lícitas e ilícitas em idade precoce, prática observada, muitas vezes, em crianças e adolescentes oriundos de famílias com história de uso de drogas e impulsividade. Essa exposição familiar frequentemente os leva ao desenvolvimento de transtornos decorrentes do uso de drogas, bem como a prejuízos nos âmbitos sociais e familiares.2
Os paradigmas que utilizamos atualmente para dependência química foram desenvolvidos pela escola inglesa na década de 1970 e definem que essa é uma síndrome de severidade variável, moldada por outras influências, devendo ser distinguida conceitualmente dos problemas a ela relacionados.3 Ou seja, a dependência química é a forma mais grave do transtorno por uso de substâncias; trata-se de um transtorno cerebral crônico, moldado por importantes fatores biopsicossociais, com consequências devastadoras para os indivíduos e a sociedade.
É importante ressaltar que o entendimento sobre os transtornos causados pelo uso de substâncias avançou significativamente entre os profissionais da área da saúde nas últimas três décadas. Isso se deve ao grande progresso na pesquisa em genética e neurociências,3 ao desenvolvimento de novas tecnologias, bem como ao uso de ferramentas para investigar alterações moleculares em populações neuronais específicas, aos modelos animais de transtorno por uso de substâncias e aos dispositivos de imagem cerebral para avaliar a função encefálica e neuroquímica em humanos. Esses avanços iluminaram os processos neurobiológicos por meio dos quais fatores biológicos e socioculturais contribuem para a resiliência ou a vulnerabilidade ao uso e dependência de drogas.4
Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodoc),5 30 milhões de pessoas sofrem de transtornos decorrentes do uso de drogas, mas apenas uma em cada seis está em tratamento.
O II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad),6 realizado pelo Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad) em 2013, estimou que cerca de 5,7% dos brasileiros são dependentes de álcool e/ou maconha e/ou cocaína, representando mais de 8 milhões de pessoas. Esse levantamento também estimou que os domicílios no País são habitados, em média, por quatro pessoas, ou seja, cerca de 28 milhões de pessoas vivem hoje no Brasil com um dependente químico.
O tratamento da dependência química tem custos elevados na assistência à saúde pública nos diferentes níveis de atenção, sobretudo na atenção terciária, além de acarretar perdas individuais, sociais e familiares.4
O objetivo deste manual é auxiliar os profissionais que atuam no tratamento do uso de drogas e da dependência química, apresentando técnicas pautadas em teorias consistentes e em evidências científicas, que buscam promover habilidades comportamentais de flexibilidade, criatividade e controle emocional, a fim de ampliar as modalidades de intervenção para o manejo desses quadros.
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